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21 anos depois, ‘A Paixão de Cristo’ ganha sequência sobre a ressurreição

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Mel Gibson e o ator Jim Caviezel - reprodução internet

Vinte e um anos após o lançamento de “A Paixão de Cristo”, Mel Gibson dará início às filmagens de sua aguardada sequência, “A Ressurreição de Cristo”. O longa, que promete explorar “territórios espirituais profundos”, começará a ser rodado em agosto nos estúdios Cinecittà, em Roma, e contará com locações em Matera e outras cidades italianas.

A confirmação veio através de Manuela Cacciamani, CEO dos estúdios Cinecittà, que revelou detalhes da produção ao jornal Il Sole 24 Ore. “Posso confirmar que o próximo filme dirigido por Mel Gibson, produzido pela Icon Productions, será filmado inteiramente na Cinecittà a partir de agosto e exigirá muitos estúdios e construção de cenários”, disse.

Elenco e roteiro

Jim Caviezel retornará ao papel de Jesus, assim como Maia Morgenstern (Maria) e Francesco De Vito (Pedro), reforçando a continuidade do elenco original. O roteiro, que vem sendo desenvolvido desde 2016, é assinado por Mel Gibson em parceria com Randall Wallace, conhecido pelo clássico “Coração Valente”.

Gibson enfatizou que a nova produção não será uma simples continuação de “A Paixão de Cristo”, mas sim uma abordagem mais profunda sobre os eventos que sucederam a crucificação.

Desafios e impacto de ‘A Paixão de Cristo’

Desde sua estreia em 2004, “A Paixão de Cristo” se tornou o filme com classificação R de maior bilheteria da história dos Estados Unidos, arrecadando mais de US$ 600 milhões. O longa também recebeu três indicações ao Oscar e foi um marco na cinematografia religiosa.

Em entrevista ao podcast “Joe Rogan Experience”, Mel Gibson revelou que enfrentou forte oposição durante a produção do filme. Segundo ele, a proposta era deixar claro que “todos somos responsáveis pelo sacrifício de Cristo e que sua morte foi para a redenção da humanidade”. Apesar dos desafios, Gibson afirmou que foi “uma honra” levar essa história às telonas.

A veracidade da ressurreição

Na mesma conversa, o diretor defendeu a ressurreição de Jesus como um evento histórico, baseado nos Evangelhos e em registros extrabíblicos. Ele destacou que os apóstolos estavam dispostos a morrer por sua fé, o que reforça a autenticidade da mensagem cristã.

“Cada um desses homens morreu sem negar sua fé. Ninguém morre por uma mentira”, declarou Gibson.

Ainda assim, ele reconheceu que a ressurreição é um dos aspectos mais difíceis de serem aceitos pela humanidade. “Quem se levanta três dias depois de ser assassinado em público? Buda não fez isso”, provocou.

*As informações são do Portal Guia-me