Evangelizar é compartilhar do amor de Deus revelado na nossa vida, testemunhar a transformação que Deus realizou em nós é prioridade na vida de qualquer cristão, e é isso que o jovem Wanderson Campos está fazendo na cidade de Cuiabá, Mato Grosso.
Desde 2019, nas horas vagas, o jovem sai com sua mochila, o megafone e uma placa com a mensagem “Jesus está voltando”. Pelo menos três vezes por semana, ele se dedica a anunciar nas ruas sobre a esperança de uma nova vida com Deus.
“A ideia surgiu depois que conheci, pela internet, o trabalho de um senhor que viaja o Brasil de kombi para pregar o evangelho. Fiquei inspirado e pensei que eu também poderia fazer algo semelhante. Comprei um bom megafone, mandei confeccionar a placa, enchi a mochila com livros e folhetos missionários e fui para a rua”, conta Wanderson. À iniciativa deu o nome ‘Ide e Proclamai’. “Mas, penso em alterar para ‘Evangelismo Megafone’”, revela.
Os lugares escolhidos são sempre os mais movimentados: pontos de ônibus, as proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e praças, como a Praça Alencastro, a favorita do contador. “Nos dias de semana, vou para estes lugares por volta das 17h e, às vezes, fico até as 20h. Aos sábados, dedico parte da tarde para evangelizar com o megafone”, detalha.
Desafios e oportunidades
Wanderson sai de casa sem saber quem são as pessoas que o ouvirão naquele dia. Porém, com a certeza de que Deus o protegerá dos inconvenientes. “Que não são poucos! Passei por várias situações desagradáveis. Ofensas e xingamentos são muito comuns! Tentaram algumas vezes até mesmo me agredir”, afirma.
Motivação bíblica
Wanderson tem na história de Estêvão, relatada no livro de Atos dos Apóstolos, sua maior referência para a proposta de pregar a Palavra de Deus em lugares públicos. “Era um homem cheio de fé e do Espírito Santo. Ele confrontava a rebeldia do povo da época. Da mesma forma, procuro falar com firmeza sobre o pecado que nos afasta de Deus e a esperança que há na volta de Jesus”, declara.
A disposição do contador não diminuiu durante as dificuldades da pandemia. “Pelo contrário. Sinto ainda mais vontade de evangelizar. Percebo mudanças principalmente em mim desde que comecei o projeto. No meu jeito de falar, de estudar a Bíblia, de memorizar os versos. Faço tudo pensando em como adaptar para o evangelismo na rua”, destaca.
Por: Redação